Sobre as cores, bandas, cebolas e alhos.

Essa semana entrei em minha sala de aula trajando All Star, uma camiseta do Nirvana e calças jeans. Qualquer dito “roqueiro” que se preze iria automaticamente me chamar de grunge. Mas não foi o que aconteceu… Ao invés disso ela olhou e disse “O que é Nirvana?”. A aluna tinha uns 12, 13 anos.

Fiquei extremamente chocado com o fato e comecei a pesquisar com outros alunos (também da mesma faixa etária) o que eles conheciam de bandar ditas “antigas” por essa geração. O resultado foi desastroso.

Um me disse que “Nirvana” foi uma banda influenciada pelo Foo Fighters. Outro disse que “Black Sabbath” tinha o guitarrista que era o cara que aparecia na MTV (Ozzy) e por ai foi…
Tirei a aula toda para conversar com a mulecada e explicar certas coisas e sim, tentar entender o porque de 80% dos alunos ali presentes estarem usando calças laranjas com camisetas verdes, roxas… Foi então que cheguei a uma conclusão.

Bom, hoje não estou aqui para simplesmente criticar, debater, falar mal e fazer birra. Hoje estou aqui para não elogiar, mas sim dizer algo que parece ser a verdade. Eu explico.

Comumente vemos vários vlogs, blogs, Cardosos e pessoas criticando tudo que é pop. Fato que não posso deixar de usar um provérbio orkuteiro para tentar explicar isso: “Fala mal mas paga um pau”. Muito comum também lermos piadas, tutorias e até chamadas “bíblias” falando que o metal é isso, que o rock nacional é um lixo, que colorido é o caralho, o negócio mesmo é o som que EU curto. E isso é triste.

O amigo @CleitonSouza disse algo uns dias atrás que é a pura verdade: O que está mudando não é a musica e sim nós mesmos.
Volte no tempo. Lembra de quando você amigo nerd e blogueiro curtia Mamonas Assassinas ou Green Day e era criticado pelo seu irmão mais velho que curtia Legião ou The Cure falando que sua banda era uma bosta? Lembra de quanta raiva você ficava, chorava e ficava macho como um ursinho carinhoso? Pois é…

A bela MTV e outros veículos sociais estão apenas se adaptando a essa geração escrota que temos agora. A galera que nasceu em meados dos anos 90 não sabe e é bem pouco provável que conhecerá as coisas que nós, marmanjos que nasceram em meados dos anos 80 conhecemos. Antes, quando diziamos pra algum moleque “vou te pegar lá fora” era sinal de briga na certa. Hoje em dia, é um presságio para o coito homossexual, de fato eles vão se “pegar” aos beijos e abraços. Sim, as coisas mudaram muito.

Mas e então, o que fazer sobre tudo isso? Reclamar? Dizer que “não faz sentido”? Não, nada disso. Infelizmente basta sentar e ver tudo acontecer. Não creio que estejamos mais na idade de querer fazer revolução de fundo de sala. Estamos na hora de crescer, virar gente, trabalhar e quem sabe até fazermos sim nossa revolução mas, para coisas que fazem sentido.

Se focássemos nossas “forças” e birrinhas contra por exemplo o governo que apenas fode com todos nós a cada dia sem vaselina nem nada, certamente viveriamos em um país bem melhor.

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Thiago Caetano

Thiago Caetano

Thiago Caetano é um autor convidado e este texto não representa a opinião do Bobolhando. Somos um site aberto às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob uma licença Creative Commons e você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e ao nosso humilde blog.

2 respostas

  1. Cara, eu nasci em 95 e fico triste em ver esses fãs de Restart, Justin Bieber, Cine< Fiuk, Fresno, Crepusculo e outras coisas ridiculas.
    Minha geração é um retrato claro da mediocridade e não vejo futuro algum nas pessoas ao meuredor. Prefiro muito mais conversar com meu pai e os amigos dele do que com alguem da minha idade.
    Essa minha geração me dá vergonha e me faz desejar ter nascido em outra época.

  2. eu sou de 97 e me envergonho dessa geraçao por que nao nasci em 1970,80
    com beatles,jimi hendrix,titas,legiao(preguiça de escrever mais)

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