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Censura 2011: A defesa dos ricos e oprimidos

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Impressionante. O Brasil nunca andou passando por tanta MERDA como anda ultimamente. É criança levando arma pra escola, atirando em professor, amigo e se matando depois, é a crise do “todo mundo se grana” escondida e enganada pelo poder pobre do “cheque especial” e “crédito fácil”, é a violência que anda matando mais e mais e geralmente por causa de 10 mangos que o coitado não deu ao bandido e por ai vai… Mas nada disso importa.

O Brasil além de seus problemas vem passando por um “blecaute” moral há tempos. Desde que Carla Perez andou esfregando seus fundilhos na boca de uma garrafa, tudo passou a ser normal. Normal esse que a classe média e alta vêm cultuando cada dia mais, seja em programas de auditório aos domingos até com o funk com letras de duplo sentido que emana do som potente dos carros sobretaxados de impostos das classes mais favorecidas. Mas nada disso importa…

O que importa mesmo (ou o que está na moda) é se preocupar com “piadas” e “frases de mal gosto”. O que importa é que fizeram piada sobre uma menina rica, de pai rico, que casou com outro cara rico e que vai ter filhos ricos, sem acrescentar nada a cultura nacional.

Essa censura ridícula que assombra muitos humoristas e que já assombrou até este blog no final do ano passado está crescendo cada dia mais e mais. Ou seja, sem querer citar o Felipe Neto mas isso realmente Não Faz Sentido.

Quer dizer então que tocar funks com letras promíscuas em programas de TV em horário nobre pode, mas se um comediante fala “porra” na TV não pode?

Podemos colocar humoristas se travestindo de mulher em estereótipos de gay criados por sob o maior preconceito mas uma garota de 18 anos falar que não gosta de nordestino não pode? E as piadas de gaúcho, etc?

Aí quando você cita que achou determinada ação ridícula, vem o “bom samaritado” e diz: “E se fosse com você? Você iria gostar?”

Sinceramente, eu ia dar uma bela andada pra isso. Não é porque alguém chamou minha mãe de puta que ela vai automaticamente como num passe de mágica começar a dar na rua por alguns trocados.

O brasileiro é hipócrita. Sempre foi. Faz piada de tudo e quando a piada é com ele é preconceito. O brasileiro não assume a postura de macaco imposta pelos argentinos, ele quer ser o foda, quer ser um país em desenvolvimento, ser uma nação poderosa e igualitária mesmo sem saber o que é isso. O brasileiro quer ser tudo o que não é, inclusive “politicamente correto”.

Quer fazer piada amigo? Faça, mas não faça sobre pobres, ricos, nordestinos, negros e toda a raça que bem ou mal é minoria.

Enquanto pensarmos assi, isso aqui sempre vai ser a Republica das Bananas.

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Thiago Caetano

Thiago Caetano

Thiago Caetano é um autor convidado e este texto não representa a opinião do Bobolhando. Somos um site aberto às visões e experiências de cada autor. Escrevemos sob uma licença Creative Commons e você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e ao nosso humilde blog.

Uma resposta

  1. Isso não faz o menor sentido. Se o humorista pode fazer a piada que quiser, sem limites, ele que aguente a reação do ofendido. Seu nao gostaria se fosse comigo e não sou obrigado a gostar, simples assim. Censura é desculpa pra humor sem graça. Simples assim.

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