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Mães de Pet entram com ação coletiva na Justiça contra Mães de Bebês Reborn por plágio

Um conflito jurídico inusitado está agitando as redes sociais e os tribunais brasileiros, em pleno dia das mães, colocando em lados opostos dois grupos que representam formas contemporâneas de afeto: as mães de pets e as mães de bebês reborn. A Associação Brasileira de Mães de Pet (ABRAMPET) moveu uma ação na Justiça alegando que os cuidados e a linguagem afetiva desenvolvidos por donos de animais estariam sendo indevidamente copiados por mulheres que cuidam dessas bonecas hiper-realistas.

O cerne da controvérsia

O caso ganhou proporções inesperadas após a viralização de vídeos que mostram mães de reborns reproduzindo situações idênticas às postadas por donos de animais de estimação. Cenas como o primeiro banho do “bebê”, acidentes com xixi no tapete e a clássica cena do sono no colo, antes associadas quase que exclusivamente ao universo pet, agora aparecem regularmente em perfis dedicados às bonecas reborn.

A ação judicial, protocolada no JECI – Juizado Especial de Conflitos da Internet, argumenta que houve uma apropriação sistemática de narrativas afetivas. “Durante anos, desenvolvemos uma linguagem própria para expressar nosso cuidado com os pets. Agora vemos essas mesmas expressões sendo usadas de forma idêntica, sem qualquer adaptação ou reconhecimento da origem”, explica a advogada Patrícia Leão, representante da ABMP.

A defesa das mães de reborn

Do outro lado, as mães de reborn defendem que o afeto não pode ser patenteado. Lucília Allocca, dona do perfil @MamãeDaClarinha22 com 25 mil seguidores, argumenta: “Cuidar de um reborn é uma terapia válida para muitas mulheres, assim como ter um pet. Estamos falando de necessidades emocionais humanas, não de propriedade intelectual”.

Especialistas consultados pela reportagem apresentam visões diversas sobre o caso. A psicóloga Annalys Zahwa observa que ambos os fenômenos atendem a necessidades similares de cuidado e afeto. “Seja com um animal ou uma boneca, essas práticas falam sobre nosso desejo humano de nutrir e ser importante para outro ser”, complementa.

Implicações comerciais

O conflito transcendeu as redes sociais e chegou ao comércio online, onde se observa uma semelhança crescente entre produtos destinados a pets e acessórios para reborns. Desde kits de cuidados até o estilo das fotos compartilhadas, as similaridades têm alimentado a discórdia entre os grupos. Alguns reclamam até de queda de vendas, principalmente na área de ração e outros produtos comestíveis.

Tentativa de mediação

Diante da complexidade do caso, o juiz responsável sugeriu uma mediação que incluiria: Criação de hashtags compartilhadas, como #AmorparaTudo; Realização de workshops conjuntos sobre parentalidade não-biológica e; Estabelecimento de diretrizes para créditos recíprocos, ou seja, a afetividade não teria mais dono e seriam “filhos” iguais.

Enquanto a solução não vem, o debate segue acirrado nas redes sociais, revelando muito sobre as novas formas de afeto e pertencimento na era digital e como as pessoas estão definitivamente, precisando de mais apoio psicológico ou, simplesmente, adotar alguma criança de verdade.

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Rogério Lima

Ex-pagodeiro, Empresário, Gamer, Capixaba e criador desse e de outros ~trocentos~ blogs. Está nessa vida desde 2003, mas não ficou nem rico e nem famoso. Gosta muito de receber brindes, mas é sempre esquecido.

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