UFC Fight Night: Infeliz Natal, Shogun!

Antes de mais nada, a luta de Diego Brandão contra Will Chope foi cancelada por motivos externos de seu adversário. A história é um pouco longa, por isso, leia aqui.

A primeira luta da noite em Natal (Eu até agora não entendi o motivo de começar esse Fight Night à tarde e em um Domingo. Mas vamos lá!) foi a de Noad Lahat contra Godofredo Pepey. Logo no meio do Primeiro round, Pepey lascou logo uma joelhada no melhor estilo Joe Higashi, do Fatal Fury, e apagou o Iraniano que nem viu a placa do caminhão que passou. Pepey ainda, depois da luta, disse que a vitória nesta luta se deu mais pelo trabalho mental que foi feito com ele por Psicólogos. Um nocaute excepcional.

Francimar Bodão e Hans Stringer foi uma luta bem “marromenos”, meio lá meio cá, mas não conseguiu me agradar. Bodão tentou, mas não conseguiu agradar os juízes que, em decisão dividida, deram o resultado favorável à Stringer.

O segundo Bodão da Noite, o Thiago, trouxe sua luva para bater em Kenny Robertson. Mas não foi assim que o destino quis. Primeiro ele tomou uma canelada de Kenny na testa que, automaticamente, abriu uma cachoeira de sangue. Depois, Bodão foi vencido, após uma queda, com um mata-leão muito bem encaixado, que não deu chance para ele fugir. E isso tudo no primeiro round.

Jussier Formiga enfrentou Scott Jorgessen. A promessa antes da luta era de que seria um lutão. Nem chegou a ser, pois ela terminou antes de finalizar o primeiro round. Durante a trocação, Formiga deu um passo para atacar, ao mesmo tempo que Scott, o que ocasionou uma cabeçada que fez Jorgessen cambalear e cair. Logo após isso, no chão, Formiga o finalizou com mais um mata-leão. Mas foi a cabeçada que o fez ganhar, sem dúvidas.

Ronny Markes e Thiago Marreta fizeram a única luta entre Brasileiros da noite. Bom, nem foi uma luta inteira, já que a bicuda de Thiago na boca do estomago de Ronny foi o suficiente para ele virar, como diz o narrador do Combate, “passageiro da agonia”. A sorte de Ronny que o arbitro era Mario Yamazaki e, como de costume, não deixou o lutador apanhar muito.

Hendobomb
Melhor imagem para ilustrar este post. Invejosos dirão que é montagem.

A primeira luta do Card principal foi entre Rony Jason e Steven Siler onde o árbitro deu uma de Mario Yamazaki e interrompeu a luta logo após duas pedradas de Jason na lata do adeversário. Por isso, essa foi mais uma luta que terminou no primeiro round. Lamentável, mesmo sendo merecido e a favor do Brasileiro. Mas, como diz as regras, “a segurança e a saúde do lutador é prioridade”.

Logo em seguida, Michel Trator enfrentou Mairbek Taisumov que enfrentou a tela do Octógono e os olhos atentos de Mario Yamazaki. Mario não deixou barato e descontou alguns pontos de Taisumov. Mas foi uma boa luta no geral. Trator deu muito de si e, no terceiro round, acabou o “diesel”. Mas, mesmo assim, sua vitória foi unânime.

Fabio Maldonado mostrou realmente que seu apelido de Rock Balboa da nova geração é justo. Contra Gian Villante, em uma luta que foi daquelas de não tirar o olho da TV, Maldonado deu uma surra gigante em Villante depois do meio do segundo round. Uma daquelas de filme mesmo. Villante só parou de pé por uma força oculta, difícil de explicar. Perdeu o rumo de casa. Mesmo assim, não foi nocauteado. Foi uma luta ganha, unanimemente, por Maldonado. Sem dúvidas, a melhor luta da noite.

Ao contrário da luta anterior, Léo Santos e Norman Parke fizeram, certamente, a pior luta da noite. Luta cheia de clinches, sem ação, um troca de socos no vento. Resultado disso: um empate. O peso deste empate foi o ponto tirado de Parke, erroneamente, pelo árbitro, que deveria ter feito uma advertência antes. Enfim, foi feio demais isso. Dana até deu chilique.

Na luta co-principal, entre Cezar Mutante e CB Dollaway, o primeiro queria show, o segundo ganhar a luta. Melhor para Dollaway que, numa brecha logo no começo do primeiro round, deu uma na “fonte” do Mutante que o fez despencar no chão. No chão, virou outro “passageiro da agonia” que, supervisionado pelo (agora tranquilo) Mario Yamazaki, deixou o Americano bater até o Brasileiro ficar sem reação. Uma pena. Não aproveitou a vantagem de sua envergadura e perdeu feio.

A luta principal foi lutão, claro, como era de se esperar. Ben Henderson e Maurício Shogun Rua protagonizaram mais um embate épico, sem dúvidas. Os dois primeiros rounds foram de Shogun. Vários knockdowns em cima de Henderson tanto no primeiro, quanto no segundo round, mas o terceiro reservou aquele espaço para Hendo escrever mais um parágrafo na história do MMA mundial (proj. Felipe Neto). Uma pedrada, no meio da napa de Shogun, mostrou que, aos 43, o “velhinho” ainda é lenda dentro do UFC. Com um gancho bem dado e mais um soco, acabou com o nariz de Maurício Shogun (veja aqui a foto). Eu, particularmente, nunca gostei do Shogun, desde o Pride. Estava torcendo para Hendo acabar com a luta de forma épica e foi isso que ele fez. Mais surpreendente ainda foi: Ele não anunciou que vai aposentar, pelo contrário: Anunciou que ainda tem mais 6 lutas assinadas em contrato. Ou seja: Ainda teremos mais da lenda nos Octógonos da vida.


Quem é Rogério Lima

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Ex-pagodeiro, Empresário, Gamer, Capixaba e criador desse e de outros ~trocentos~ blogs. Está nessa vida desde 2003, mas não ficou nem rico e nem famoso. Gosta muito de receber brindes, mas é sempre esquecido.

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