UFC 175 e TUF 19 Finale: Lutaram como nunca. Perderam como sempre

Antes que você perca o seu tempo falando: “Nossa, já tá chegando o 176 e você ainda esta postando isso, Rogério?”, eu já te respondo: Sim. Ninguém ia querer saber de UFC (nem eu), afinal, estava rolando a melhor Copa de todas e não seriam 2 cards emocionantes que iria me fazer voltar a atenção, não é verdade?

Mas consegui desviar o foco (um pouco) e escrevi este texto. Pela sua atenção, obrigado:

Em um final de semana com dois eventos do UFC tivemos várias lutas boas tanto no evento principal do UFC no Sábado, quanto no TUF Finale, que foi realizado no Domingo (06/07). E, infelizmente, não conseguimos trazer o cinturão de volta para o Brasil. Afinal, Lyoto Machida não conseguiu derrubar Chris Weidman em 5 rounds no UFC 175. Foi aquele “lutou como nunca, perdeu como sempre”. Na verdade, para mim, faltou a efetividade que ele teve no 4º round na luta inteira. Já Ronda Rousey surpreendentemente conseguiu ganhar mais uma luta sem ter que usar o arm lock. Ela praticamente deu um knockdown aos 10 segundos de luta e, aos 15 segundos, terminou a peleja dando uma queda e cobrindo Alexis Davis de porrada. Sobrou pro Yves Lavigne, que quase foi finalizado pela perdedora.

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Lyoto lutou apenas do 4º round para frente.

No evento principal, em Mandala Bay, os Brasileiros que lutaram não se deram tão bem quanto no TUF Finale no dia seguinte (que também foi realizado no mesmo local). Brodinho e Adriano Martins fizeram lutas sensacionais, daquelas lutas que vale a pena pagar mais de 50 Reais na mensalidade do Canal Combate. Na final da divisão dos pesos médios do TUF 19, Diego lima não conseguiu passar efetivamente de Eddie Gordon que se tornou campeão do TUF 19 na categoria e assinou contrato com o UFC. Uma pena. Diego foi o segundo brasileiro atropelado na noite Dominical. Do mesmo modo, Corey Anderson atropelou seu oponente, se tornando o Campeão.

Nada, nem a luta sofrida do Lyoto, foi tão esperada quanto a “re-re-volta” de B.J. Penn. Até por que, além dele ter sido um dos técnicos do TUF 19, ele estava ansioso (e nós também) para enfrentar, pela terceira vez, Frankie Edgar. Infelizmente, com um tom apático e uma base quase em pé, Penn não foi páreo para a técnica de Edgar. O que restou, além da aposentadoria compulsória oferecida por Dana White, uma belíssima “chonga” no supercílio esquerdo, resultado das cotoveladas bem aplicadas de Edgar. Acredito que, se queria voltar a lutar, B.J. deveria ter voltado em outro lugar, como o Shooto, Jungle Fight ou no Belattor, como fez o ex-aposentado, Tito Ortiz.

Voltando a falar do UFC 175, não podemos deixar de destacar o Uriah Hall lutando com uma fratura exposta no dedo médio do pé e ainda ganhar a luta contra Thiago Marreta. Simplesmente sensacional. Devo admitir que este evento do Sábado quebrou um pouco a regra da minha teoria sobre os eventos0 “não numéricos” serem melhores do que os eventos principais. Realmente o UFC 175 foi um dos melhores eventos numéricos que eu já vi. E foi triste de ver a cara do Matt Mitrione, que iria lutar com Stephan Struve, totalmente desolado. Afinal, Struve desmaiou no vestiário provavelmente pelo problema de saúde que ele vinha enfrentando a algum tempo. Tensa a situação.

Enfim, cada ano que passa fico mais triste vendo lendas como Lyoto não conseguindo ganhar outro cinturão e outras como B.J. Penn aposentando ou perdendo seu gás, como uma Coca-Cola velha.

Que venha a nova geração!

Aproveite e assista a revanche dos dois eventos que eu fiz para o Meia Lua e Soco:


Quem é Rogério Lima

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Ex-pagodeiro, Empresário, Gamer, Capixaba e criador desse e de outros ~trocentos~ blogs. Está nessa vida desde 2003, mas não ficou nem rico e nem famoso. Gosta muito de receber brindes, mas é sempre esquecido.

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