Quando se fala em Zorra Total, logo lembra-se de um programa com os mais cansados e repetitivos humoristas do Brasil que insistem em forçar bordões para empreguinar a sua cabeça em qualquer lugar, inclusive, na sua conversa de boteco. Infelizmente, esses tipos de programa são os que mais duram na televisão hoje em dia. Não é a toa que o Zorra já tem mais de 10 anos no ar, a exemplo da “Praça é Nossa” que já está no ar a muito mais tempo que isso e que usa o mesmo sistema de “lembrem do bordão besta no seu dia a dia”.
Mas como sou um cara observador, notei que desde a entrada de Rodrigo Santana no programa, ele passou a ter um pouco de sal. Uma pitada, mas sal sim. O já enjoativo quadro da Lady Kate ganhou um plus quando o rapaz, que era um avulso e não destacado personagem (como todos os outros do elenco) no mais que passado programa do Didi (Renato Aragão), entrou no seu roteiro. O seu personagem, chamado Admilson, que foi inserido como um passado não quisto de Keite Lúcia (nome “verdeiro” da Lady) tornou, pelomenos no momento em que ele canta “pagodes” para seduzí-la, o melhor do quadro e o que consegue no mínimo, me tirar alguns sorrisos na cara.
Como já era de se esperar, o rapaz ganhou mais destaque e agora, depois da pequena reformulação semestral do programa, ele ganhou um personagem fixo e mais tempo no programa. Eu achei espetacular, pois ele conseguiu extrair um estereótipo quase não explorado pelos humoristas de uma forma concisa: Um travesti recém operado (ou uma transex, se preferir) e cheio de gírias. Assista o vídeo abaixo:
Claro que não poderia faltar o bordão e o “Ai como eu sou bandida” já é uma marca da (ou do) personagem.
A minha esperança é que esse quadro tenha uma forma evolutiva e não um “tá bom, então deixa assim” que caiu no quadro da Lady Kate que, no começo, também era super engraçado e agora, se não fosse o Admilson e uma grande vontade de tornar esse quadro um dos mais engraçados, já teria ficado tão repetitivo e cansativo quanto o Programa do Gugu.
Observemos.
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