Acidentes: Verdade ou mito?

08/01/14

Postado em Bobo.txt

Vamos iniciar este texto saindo de um pressuposto: Acidentes não existem. Não existe acaso, não existe destino ou aquele tradicional “foi Deus quem quis assim”. Não.

Existem erros. Existem falhas. Existem pequenos vacilos. E são essas coisas que criam o que você (e milhares de outras pessoas, se não, milhões) chama de “Acidente”.

Portanto, pelo menos ao meu entender (e você vai perceber ao longo deste texto), acidentes são mitos. Praticamente lendas urbanas. Acompanhe meu raciocínio nas próximas linhas.

nao-e-acidente

Isso foi um acidente? Resposta: Não.

Acredito que você já deve ter visto o abaixo. Ele rodou praticamente todas as redes sociais deixando, quem o viu, um pouco chocado. É uma campanha de educação no trânsito do Governo da Nova Zelândia e ele ilustra bastante o que eu quero lhe mostrar neste post. Assista e continue seguindo minha linha de raciocínio.

Percebemos neste vídeo que: Um atravessou por que achava que daria tempo. O outro, que estava andando acima da velocidade permitida, não teria tempo de freiar ou desviar. Logo, foi um vacilo duplo, com proporções desagradáveis, principalmente para o motorista do SUV, que estava com o filho no banco de trás.

E é assim que acontece a cada 11 minutos no Brasil: um vacilo e uma morte no trânsito (Média projetada com base nas informações do DataSUS até 2011).

Entendendo onde eu quero chegar, é o seguinte: Tudo que é dado como “acidente”, tem uma causa. E esta causa é oriunda de uma falha. E esta falha é sempre humana. Também não existe “falha mecânica”, assim como acidentes não existem. Se algo falhou, é por que tem um humano por trás que não fez algo direito ou errou ou, simplesmente, deixou de fazer. Vou exemplificar usando uma roda/pneu para você entender:

Se você roda na pista, seu pneu pode estar careca. Quem que tem que zelar pelo bom estado do pneu, se ele está calibrado corretamente e, ainda, se está com alinhamento, balanceamento e cambagem correta é você. Se seu pneu chega a um ponto de ficar careca em algum lugar, é por que você não faz manutenção. Rodízio e troca de pneus a cada 40.000 quilômetros (para algumas marcas e modelos de carros) é crucial até para que seu carro freie bem. Outro exemplo é se a roda do seu carro soltar ou o pneu furar: ou alguém não apertou os parafusos corretamente ou alguém deixou a pista ruim, com buracos, mal planejada (o que tem muito por aí) ou não houve manutenção aonde parafusa-se a roda. Isso não acontece sozinho. E é aí que entra a lógica do vacilo.

Campanhas ao redor do mundo mostram que as causas de (iria escrever ‘acidentes’, mas lembrei que não existem) vacilos no trânsito que ocasionam em mortes ou invalidez, são ocasionados por distrações, desobediência às leis ou, puramente por preguiça. E são cada vez mais chocantes quando veiculadas na “grande mídia”. Separei alguns exemplos destas campanhas ao redor do mundo e o que elas mostram nelas.

Como esta do vacilo da falta do uso do cinto de segurança, que é obrigatório em quase todo o mundo:

Ou como o combo de vacilos: cachorro solto na rua + ultrapassagem em local proibido + alta velocidade, nesta campanha da Irlanda:

Tem também o vacilo da preguiça de por a criança na cadeirinha (este eu achei bem forte):

No Brasil, também tem exemplos de campanhas fortes contra os vacilos no trânsito, como esta com mais um combo alta velocidade + ultrapassagem em faixa contínua:

E a campanha de conscientização do Detran daqui do Espírito Santo, abordando vários vacilos, mas mostrando o terror da culpa por gerar um acidênte:

Veja outros vídeos desta campanha que abordam a vergonha e o arrependimento.

Este último, abordando a culpa por ter bebido e matado um motoqueiro, é um exemplo de como não sou só eu que pensa que não existem acidentes. A campanha “Não foi acidente” aborda justamente isso: quem bebe e dirige está portando uma arma e predisposto à matar. Quer fazer isso por que quer e não uma causa de acidente. Este é um dos maiores vacilos no trânsito. Falo pois quase morri em 3 oportunidades e todas elas foi vacilo meu: bebi e fui dirigir. Dormi no volante em duas dessas 3 e, graças ao meu anjo da guarda, nada aconteceu. Mas e se eu tivesse matado ou invalidado alguém? E se eu tivesse morrido? Teria valido a pena? Acho que não. Em 2013 perdi alguns conhecidos e amigos tiveram grandes prejuízos com os seus vacilos.

Para finalizar, parafraseando a minha mãe, “quem não ouve conselho, ouve coitado”. Vemos campanhas para todo o lado, precisamos estudar a legislação de transito para tirar carteira de motorista (inclusive vemos cenas repugnantes destes vacilos nas aulas) e ainda temos a cara de pau de sermos contraventores. Ouvir conselho, mesmo que chovendo no molhado, é um alerta e deve ser levado em consideração. Ouvir coitado, mesmo depois de morto, por algum dos milhares de vacilos e vacilões, não será bom e nunca será.

Enfim, seja prudente no trânsito e dirija sempre para os outros e nunca para você.

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Postado por:Rogério Lima



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