A internet não é um mundo, mas um aquário dentro dele

Tive essa divagação hoje. Nós, que “vivemos” praticamente dentro da internet, achamos que o nosso mundo é o que vale. O que prevalece. O que realmente faz valer a realidade. Mas não é bem assim.

A internet não é um mundo como nós realmente pensamos, mas um aquário dentro dele. E é sério. Podem pararem para analisar. Irei explicar:

Eu, você que fica na internet, você que trabalha na internet e você que só entra para ver quem te deixou uma mensagem no “Face”, não somos a maioria da população. Na verdade, essa última categoria aí, a que só entra na internet para ir para redes sociais depois que chegam do trabalho são a maioria dos “habitantes” do planeta web. São aquelas pessoas que espalham boatos, fotos de acidente e outras histórias com informações duvidosas como se fossem a lei ou a verdade. Entendendo estes, ainda, que são os que não contribuem em nada com uma boa internet. Só querem ver putaria e lêem, no máximo, sites de fofoca. Não abrem 1 site sequer de notícias e, também, não contribuem nada para a língua portuguesa (em pt-BR), infelizmente.

Nunca achei uma imagem que ilustra tão bem o que eu estou falando quanto essa. HAEUHAUEHUA.

Parafraseando o amigo Eden Wiedemann, seres como estes só fazem “número”. Conversão, que é bom, não passam nem perto. É cômico, se não fosse trágico. Tragicômico, eu diria.

Já a minoria, formadora de opinião, portadora de um conhecimento maior, que se acha até com um pseudo-famosismo por ter um blog (eu, no caso), ou um canal bem acessado no Youtube ou, ainda, um ex-BBB (acreditem: eles sobrevivem pela rede), continua sendo maioria. Ou melhor dizendo: Os peixes que habitam o aquário.

Lá, dentro do aquário, os peixinhos acham que ali é o mundo deles. Mas, para quem está de fora, não é bem assim. Quem está de fora, não quer saber o que os peixinhos andam pensando. Quem está de fora e é o dono do aquário, quer controlar, dar o que comer para os bixinhos. Quem é de fora e só vê o aquário, quer que ele esteja bem limpo e os peixinhos vivos, serelepes e pimpões a todo o momento. Dentro da redoma, eu sei que eu sou um pequeno dourado, você é um outro pequeno dourado, você alí (é, você que está com a mão no queixo), é um beta. Mas quem está de fora, se não for um profundo conhecedor do conteúdo deste aquário, saberá que apenas são peixinhos e pronto.

Bom, se você não entendeu até agora o que eu estou tentando explicar, vou traduzir:

Os peixinhos poderão ser chamados então de internautas. Nós, no caso. Dentro, ainda, somos conhecidos, o peixinho maior é o fodalhão da internet, que é muito famoso pelos seus feitos, mas que não passa de um simples peixe fora do aquário (na rua, melhor dizendo). É um peixe que é tão famoso na internet mas, quem o vê na rua, não o reconhece. Você, caro leitor, aqui na internet, é apenas um avatar. Na rua, você é estranho (em todos os sentidos da palavra). O dono do aquário (ou suposto dono), é o governo, que quer alimentar e moldar o aquário conforme ele quer, não ligando para a raça “peixinhos”. Pra que, não é verdade?

Sem contar que, em 99% das vezes, quem “alimenta” os assuntos da internet, são assuntos do mundo “externo”, como desastres, novelas, política… Sempre mais do mesmo.

Para ilustrar, encontrei este vídeo:

Créditos do vídeo: Kibeloco. Aprendeu, Toninho?

Eu, trabalhando 8 horas offline, vejo bem isso. O mundo funciona enquanto estamos à frente do PC. Existe trilhões de pedreiros trabalhando que nem internet e nem rede social tem. Existe a tiazinha que trabalha em 2 horários e no final do dia quer apenas ver se tem “iscrep no kut”. Sim, ainda tem essa galera.

70 milhões de pessoas conectadas não significam muita coisa. Haja visto que destas 70 milhões, umas 20 milhões são intelectualizadas. Praticamente, 10% da (nossa) população.

E eu acho que isso ainda vai demorar a mudar, já que não tem interesse político em uma população intelectual. Não no Brasil.

E olha que eu nem falei do tal “sofativismo”, hein! Ah, o sofativismo…


Quem é Rogério Lima

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Ex-pagodeiro, Empresário, Gamer, Capixaba e criador desse e de outros ~trocentos~ blogs. Está nessa vida desde 2003, mas não ficou nem rico e nem famoso. Gosta muito de receber brindes, mas é sempre esquecido.

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